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Cirurgia aberta convencional

A cirurgia aberta convencional do aneurisma da aorta abdominal é um procedimento seguro e com resultado excelente a longo prazo. O índice de mortalidade varia entre 2% e 5% para pacientes em bom estado clínico que são operados em centros de referência.

Entre as vantagens dessa técnica, é possível citar: conhecimento e aplicabilidade por um grande número de cirurgiões vasculares, pois trata-se de um procedimento que vem sendo realizado há mais de 50 anos; ótimos resultados, especialmente em pacientes de baixo risco cirúrgico; possibilidade de tratar qualquer AAA (não há limitação anatômica); e baixo custo operacional, especialmente em relação ao custo da prótese.

As desvantagens da cirurgia convencional estão relacionadas à magnitude do procedimento. Trata-se de uma cirurgia de grande porte, com grande incisão, abertura do abdômen por várias horas e pinçamento da aorta para a interposição da prótese. Isso acarreta um tempo de anestesia geral mais prolongado, maior necessidade de transfusões de sangue, maior permanência no centro de terapia intensiva (CTI), maior incidência de complicações cardiorrespiratórias, internação hospitalar mais prolongada e um período maior para retomar as atividades normais quando comparada com a técnica endovascular.

Cuidados pré-operatórios:

Primeiramente, o cirurgião fará uma entrevista detalhada com o paciente, incluindo aspectos como saúde geral (fumo, pressão arterial, etc.), história familiar e sintomas (quando e com que frequência acontecem). Depois, paralelamente ao estudo do aneurisma, é realizada uma avaliação clínica rigorosa do estado de saúde do paciente, incluindo avaliação cardiorrespiratória, função renal, função hepática, presença de diabetes, estudo das carótidas, avaliação da coagulação, entre outras.

Técnica cirúrgica:

A cirurgia convencional do AAA dura em torno de 4 horas, sob anestesia geral. É realizada uma incisão no abdômen, o cirurgião expõe o aneurisma, e a aorta é pinçada acima e abaixo para evitar sangramento. Então, o aneurisma é aberto, coágulos e materiais ateromatosos são removidos do seu interior e uma prótese tubular sintéticaé costurada acima e abaixo do aneurisma, substituindo o segmento arterial doente. As pinças são removidas e o fluxo de sangue é liberado para as pernas.

O paciente fica hospitalizado por 5 a 7 dias, dependendo de seu quadro geral de saúde. Alguns casos podem necessitar de cuidados intensivos além das 24-48 horas previstas após a cirurgia.

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Cuidados pós-operatórios:

Ao receber alta, o paciente deverá seguir instruções específicas, como por exemplo, manter uma dieta saudável, pobre em gorduras e com restrição de sal em caso de hipertensão associada, praticar exercícios físicos e/ou fazer caminhadas leves com orientação e não levantar peso até que o local da incisão esteja completamente cicatrizado. Em caso de dor, deve-se usar Paracetamol 750 mg por via oral, de 6 em 6 horas; se não houver alívio, a equipe médica deverá ser contatada. É recomendado ainda o uso de ácido acetilsalicílico (AAS) 100 mg (aspirina infantil), a saber, 2 comprimidos por via oral no almoço, para prevenir as complicações da aterosclerose.

Finalmente, avaliações periódicas com o cirurgião vascular são importantes para verificar o funcionamento correto do enxerto na aorta e as condições circulatórias do paciente.

Complicações relacionadas a cirurgia aberta convencional:

Pacientes com problemas sérios de saúde associados e idade avançada têm maior chance de desenvolver complicações durante o reparo cirúrgico de aneurismas. Outros fatores que aumentam as chances de complicações incluem insuficiência cardíaca congestiva, diabetes, insuficiência renal, DPOC, história de ataque cardíaco (infarto do miocárdio prévio) ou doença arterial coronariana e dor frequente no peito (angina). Tais problemas de saúde devem ser avaliados e tratados antes da cirurgia.

Após o procedimento, o paciente pode apresentar complicações leves, como inchaço ou dor leve na incisão. Quando há necessidade de incisões nas regiões inguinais, aumenta a incidência de complicações nas feridas operatórias, especialmente infecção e fístula com drenagem de linfa. Complicações mais sérias podem incluir problemas cardíacos, respiratórios, renais, infecção da prótese e oclusão da circulação do intestino grosso (cólon).

Tardiamente, podem ocorrer hérnias da parede abdominal, especialmente em pacientes obesos. Oclusão e estreitamentos dos ramos da prótese geralmente estão associados à evolução da doença aterosclerótica, com piora do estado das artérias. Aderências intra-abdominais (bridas) e aneurisma na linha de sutura entre a prótese e a artéria normal também são complicações tardias, no entanto infrequentes.

Às vezes, a manipulação cirúrgica de um AAA pode resultar em cicatrizes que afetam os nervos que controlam a produção de sêmen e a ereção. Homens com função sexual normal antes do procedimento podem passar a apresentar dificuldades na ereção ou ejaculação retrógrada (o sêmen é direcionado para a bexiga, sendo expelido posteriormente, junto com a urina).

Uma complicação grave, porém bastante rara, que pode ocorrer após o reparo cirúrgico de um AAA é a paralisia da parte inferior do corpo devido à diminuição da circulação da medula.

A maioria das complicações citadas são infrequentes em casos de cirurgia eletiva (programada). No entanto, sua incidência aumenta em cirurgias de emergência.

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